Sobre este modelo
O modelo Função Pública é uma carta no registo formal da correspondência do setor público — corpo em Liberation Serif, alinhamento em bloco completo, cabeçalho ao estilo ministerial com número de referência de processo e local para o código serviço do destinatário. Construído para o procedimento, não para a personalidade. Compatível com os portais públicos (Portal do Trabalho, BEP — Bolsa de Emprego Público, sites institucionais dos Ministérios) e os ATS das administrações (NeoGov, Workday Public Sector).
Para que perfil?
Dirige-se a candidatos à administração pública, aos ministérios, às embaixadas, aos serviços diplomáticos (carreira diplomática MNE Portugal), às consultorias setor público e às ONG que interagem com os governos. O registo procedimental é a língua esperada — fora de lugar no privado, na tech ou no criativo. Cobre os concursos administrativos (carreiras de Técnico Superior, Diplomática, Assistente Técnico), as comissões de serviço, as mobilidades e as saídas do INA — Instituto Nacional de Administração.
Como utilizá-la
O cabeçalho deve conter a categoria atual (Técnico Superior, Especialista de Informática, Coordenador Técnico), a afetação (direção, divisão, serviço) e o número mecanográfico se aplicável. A referência do processo (n.º de candidatura, código concurso, sessão) aparece em cima à direita. O corpo segue o uso administrativo: recordação da candidatura, experiência, motivação, pedido. A fórmula de cortesia completa («Apresento os meus mais respeitosos cumprimentos» ou «Subscrevo-me com elevada estima e consideração») é obrigatória; adapte o título exato do destinatário (Exmo. Sr. Secretário de Estado, Exma. Sra. Diretora-Geral, Exmo. Sr. Embaixador).
Perguntas frequentes
É preciso mencionar a minha classificação nos concursos?
Sim para concursos estatais (carreira diplomática MNE, INA — Instituto Nacional de Administração, Polícia Judiciária): indique o lugar de saída e a promoção. Para concursos de assistente técnico, é menos sistemático mas permanece um ponto de referência. Evite as classificações antigas com mais de 15 anos que já não acrescentam.
A quem dirigir a carta na função pública?
Ao superior hierárquico de N+2 ou ao diretor dos recursos humanos consoante o procedimento do recrutamento. Para uma comissão de serviço, por via hierárquica («por intermédio do Excelentíssimo Senhor Subsecretário de Estado»). O destinatário institucional («Exmo. Sr. Diretor-Geral») prevalece sobre o destinatário nominal — exceto se estiver em contacto direto.
É preciso anexar uma nota de oportunidade ao dossier?
Para as mobilidades de alto enquadramento (subdireção-geral e além), sim. A nota de 2-3 páginas detalha o seu projeto para o posto: diagnóstico do serviço, eixos de transformação previstos, primeiro programa a seis meses. A carta permanece numa página e remete para a nota em anexo.